Como as corporações capturaram a democracia


O professor de economia brasileiro Ladislau Dowbor escreveu em 2016 um importante artigo mostrando como as corporações estão sufocando a democracia mundial em nome do dinheiro

Em seu artigo é citado diversos casos que provam que os poderes democráticos estão cada vez mais nas mãos de gigantes do mundo corporativo.

Tempos como exemplo o gigante americano Google que contratou oito empresas de lobby na Europa além de financiamento de campanhas políticas para aprovar leis e escapar de processos.

Ele ainda relembra o caso da Argentina e dos 'fundos abutre': "nos Estados Unidos, um juiz de uma comarca decide colocar a Argentina na ilegalidade no quadro dos chamados “fundos abutres”, pondo-se claramente a serviço da legalização da especulação financeira".

A captura da área jurídica adquiriu imensa importância, e se dá por várias formas. Foi notória a tentativa dos grandes bancos brasileiros, por meio de financiamentos de diversos tipos, de colocar as atividades financeiras fora do alcance do Procon e de outras instâncias de defesa do consumidor.

A GSK, por exemplo, um gigante da área farmacêutica, fez um acordo com a justiça norte-americana para compensar fraude generalizada com três tipos de medicamentos, pagando 3 bilhões de dólares. A notícia da condenação por fraude que atingiu milhões de pacientes não causou prejuízo significativo à empresa, cujas ações subiram ao se constatar que tinha lucrado com a fraude mais do que o valor da multa.

Ele cita ainda o acordo TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership) grupos econômicos poderão processar um país que impuser regras ambientais ou sociais que o mundo corporativo julgue desfavorável e que venha deixar de obter possíveis lucros.

Outro eixo poderoso de captura do espaço político se dá através do controle organizado da informação, construindo uma fábrica de consensos onde Noam Chomsky nos deu análises preciosas. Graças ao alcance planetário dos meios de comunicação de massa, e a expansão de gigantes corporativos de produção de consensos permitiram que se atrasasse em décadas a compreensão popular do vínculo entre o fumo e o câncer; que se vendesse ao mundo a guerra pelo controle do petróleo como uma luta para libertar a população iraquiana da ditadura e para proteger o mundo de armas de destruição em massa.

O texto se estende dando diversos exemplos de como a democracia vem sendo corroída pelo poder econômico, onde políticos, juízes e mídia atendem a interesses de corporações e raros são os casos onde os interesses do povo estão em primeiro lugar.

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