Como a Índia revolucionou a matemática ao inventar o numero zero

Muitos hoje em dia desprezam ou desconhecem a sabedoria dos povos orientais. Deveria de ser de conhecimento geral que muito do que é usado hoje por nós ocidentais surgiu graças ao conhecimento e sabedoria milenar do oriente.

Por exemplo a medicina o papel os números arábicos incluindo o zero. O zero foi tão revolucionário que tornou possível novas ciências como a física a engenharia à computação etc…

Em 628, um astrônomo matemático hindu chamado Brahmagupta após meditação desenvolveu um símbolo para o zero, que era um ponto embaixo dos números. Ele também desenvolveu operações matemáticas usando zero, escreveu regras para chegar a zero através da adição e subtração, e os resultados do uso de zero em equações. Esta foi à primeira vez no mundo que o zero foi reconhecido como um número de conta própria, tanto como uma ideia quanto como um símbolo.

O mais antigo exemplo do zero escrito como um dígito pode
 ser encontrado em um templo dentro do Forte Gwalior, na Índia
O Templo Chaturbhuj é como muitos outros templos antigos na Índia - exceto pelo fato de que aqui é o marco zero do zero. Ele é famoso por conter o mais antigo zero como um dígito escrito: está gravado na parede de um templo uma inscrição do século 9 com o número "270" claramente visível.

Mas o que há de especial na cultura indiana para dar origem a essa criação tão importante para a Índia - e para o mundo moderno?


Nada de nada
Eu me lembro de um TEDTalk do renomado mitólogo indiano Devdutt Pattanaik, no qual ele conta a história sobre a visita de Alexandre, o Grande, à Índia. O conquistador aparentemente conheceu alguém a quem chamou de "gimnosofista" - um homem sábio, que estava nu, possivelmente um iogue - sentado em uma pedra olhando para o céu.

Perguntou a ele: "O que você está fazendo?"

"Eu estou vivenciando o nada. O que você está fazendo?", respondeu o gimnosofista.

"Eu estou conquistando o mundo", disse Alexandre.

Ambos riram. Cada um achou que o outro era um bobo e que estava desperdiçando sua vida.

Essa história aconteceu muito antes de o zero ser gravado no templo de Gwalior, mas o gimnosofista meditando sobre o nada de fato tem uma conexão com a invenção do dígito. Indianos, diferentemente de pessoas de muitas outras culturas, já eram abertos filosoficamente ao conceito de nada.
Sistemas como a ioga eram desenvolvidos para encorajar a meditação e o esvaziamento da mente, e as religiões budista e hindu abraçam o conceito do nada como parte de seus ensinamentos.

Peter Gobets, secretário da fundação holandesa ZerOrgIndia, também chamada de Projeto Zero, que pesquisa as origens do dígito zero, aponta em um artigo sobre a invenção do zero que "o zero matemático ("shunya" em sânscrito) pode ter surgido da filosofia contemporânea de vazio ou Shunyata (uma doutrina budista sobre esvaziar a mente de impressões e pensamentos)".

leia mais em: BBC

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