Como uma nova revolução na indústria pode mudar o mundo

O surgimento das fábricas revolucionou nossas vidas - e mudou para sempre o curso da história.

Agora, o setor industrial passa por uma nova revolução. As tecnologias atuais vêm tornando o processo de produção mais rápido, flexível e eficiente.

Isso fez com que as fábricas ficassem menos prejudiciais ao meio ambiente, produzindo produtos melhores, customizados e a preços mais baixos. Os humanos também vêm sendo poupados cada vez mais de trabalhos sujos, repetitivos e perigosos.

Mas os empregos na indústria sempre tiveram uma grande importância política. Estão frequentemente entre os mais bem pagos e de maior status disponíveis para aqueles sem educação universitária.

Teme-se que as novas tecnologias possam cortar muitos desses postos. A demanda agora não é mais pelo trabalho braçal, mas intelectual. Ou seja, em vez de operar uma máquina, será necessário, muito possivelmente, aprender a programá-la.Todas essas mudanças vêm ocorrendo em um ritmo muito rápido e, claro, permanecem cercadas de dúvidas.

Apesar disso, não se pode negar que essa revolução chegou para ficar.
Impressão 3D na linha de produção

Um dos exemplos está em Massachusetts, nos Estados Unidos. No passado, esse Estado americano sentiu os efeitos da revolução industrial, com o surgimento de fábricas têxteis.

Contudo, tempos depois, essas mesmas fábricas decidiram migrar para o sul, em busca de mão de obra mais barata. Mas, agora, Massachusetts voltou a estar sob os holofotes, à medida que empresas vêm capitaneando uma nova revolução industrial.

Uma delas é a Desktop Metal, fundada por Ric Fulop. Ele nasceu na Venezuela e imigrou para os Estados Unidos ainda jovem, onde fundou várias empresas, em ramos que vão desde comunicações sem fio até baterias.

Sua empreitada mais recente supera US$ 1,5 bilhão (R$ 6 bilhões). Fulop pretende possibilitar a produção de qualquer peça de metal em horas a partir de design computadorizado. A impressão 3D em metal já existe, mas é cara e lenta. A Desktop Metal planeja torná-la mais rápida e mais barata do que as técnicas atuais de produção, como moagem ou fundição.

Essas peças de metal são elementos essenciais de qualquer uma das máquinas mais importantes da atualidade - desde carros até aeronaves, passando por máquinas de lavar roupa.

O primeiro sistema de produção em massa da empresa, que pode produzir até 300 toneladas de peças por ano, está sendo entregue agora aos primeiros clientes.

Os robôs constroem objetos a partir de finas camadas de pó de metal, que é aglutinado com uma espécie de cola. A tecnologia usada é semelhante à de impressoras jato de tinta de escritório.

Essas camadas formam modelos tridimensionais. Após a remoção do excesso de pó, eles são aquecidas para que a cola seja queimada e se tornam metal sólido, forte o suficiente para executar as funções necessárias das máquinas modernas.

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