Filmaram um estranho objeto no céu! Seria Nibiru?!

Saudações irmãos, trago para vocês hoje a analise de alguns objetos filmado por pessoas diferentes ao redor do mundo, esses objetos tem em comum um estranho buraco em sua estrutura ou talvez seja uma lua orbitando o objeto. Será que seria #Nibiru ou #Hercólubus com suas Luas?! Assistam e tirem suas próprias conclusões.


Quem ou o que você vê antes de morrer?

A pesquisa, que se concentrou em pacientes terminais no Hospice Buffalo, no Estado de Nova York, procurou documentar os sonhos e visões experimentados por aqueles que estavam chegando ao fim de suas vidas. 

Curiosamente, parecia que, para aqueles que viviam seus últimos dias na Terra, os sonhos tinham um significado muito maior e serviam para proporcionar conforto, ao mesmo tempo em que os reconectavam com entes queridos perdidos. 

Uma mulher, cujo nome era Jeanne, descreveu encontrar seus familiares há muito falecidos. 

"Eu me lembro de ver cada parte de seu rosto", disse ela. "Quero dizer, eu sei que era minha mãe e meu pai e meu tio e meu cunhado. Eu me senti bem. Eu me senti bem em ver essas pessoas." 

Outra paciente - Maggie - tinha sonhos vívidos sobre se reencontrar com sua irmã.

"Então eu disse, Beth, você tem que ficar comigo", disse ela. "Eu estou sozinha, fique comigo. Ela diz: 'Eu não posso. Agora não.' E então ela diz: "Em breve estaremos de volta. Estaremos de volta juntas".

O líder do estudo, Dr. Christopher Kerr, admite que começou muito cético sobre tais experiências, mas logo começou a apreciar tanto seu significado quanto seu valor terapêutico. Em 10 anos, ele e sua equipe documentaram 14.000 casos. Oitenta por cento de seus pacientes relatam sonhos ou visões.

"Em vez de ter esse medo da morte", disse ele. "Isso quase transcende o medo da morte a algo maior. O que está claro é que as pessoas estão dizendo universalmente que isso parece mais real e diferente do que qualquer sonho que eu já tiveram antes." 




Leia matéria completa aqui em inglês.

Bilionário se muda para RR e ajuda venezuelanos que chegam ao Brasil: 'todo dia é uma lição'

Voluntário em Boa Vista, Carlos Wizard foi responsável por interiorizar 25% dos venezuelanos que foram encaminhados para outros estados: 'Somos 200 milhões de habitantes no Brasil. Será que não conseguimos dar conta de 20 mil refugiados?'.

Se não fosse pelo paletó e o nome conhecido mundo afora, talvez o bilionário Carlos Wizard Martins, de 62 anos, passasse despercebido ao caminhar pelo Posto de Triagem da Operação Acolhida, principal estrutura destinadas a assistir venezuelanos recém-chegados a Boa Vista (RR). É sua rotina há nove meses.

Missionário mórmon da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que frequenta desde a juventude, ele foi designado junto com a esposa, Vânia Martins, 60, a participar de ação humanitária no estado. Se mudou em agosto passado e se divide entre constantes viagens a São Paulo, para cuidar dos negócios pessoais, e Brasília, onde dialoga com o governo federal sobre a migração venezuelana.

O principal trabalho que faz em Roraima é na interiorização de venezuelanos. Ele encabeça um grupo de voluntários que atua na transferência de imigrantes recém-chegados a outras partes do país e também articula empregos nas cidades de destino. Desde abril de 2018 seu grupo já levou 25% do total de venezuelanos interiorizados pela operação Acolhida, criada em fevereiro de 2018 para lidar com o fluxo migratório de venezuelanos em Roraima.

As viagens são feitas em voos comerciais a custo zero desde o ano passado, graças a um acordo que ele próprio costurou com as companhias Latam, Azul e Gol que prevê uso de assentos desocupados. No mês passado, 525 venezuelanos viajaram dessa forma.

“Minha rotina é simples. Nós recebemos as famílias, cadastramos, identificamos pessoas em outras partes do país que possam acolhê-las, trabalhamos com as empresas aéreas e acompanhamos essas famílias até o aeroporto. Enquanto a família não chega lá no seu destino a gente se preocupa com ela”.

Ele explica que o objetivo do trabalho que lidera é mais do que assistencialismo ou tutela e quer ampliá-lo com ajuda de mais empresários e líderes religiosos do Brasil. Na semana passada, se reuniu com a ministra Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, para dialogar sobre a criação de um comitê inter-religioso de acolhimento aos refugiados.

"De nada adianta eu tirar um imigrante da rua aqui em Roraima e deixá-lo na rua em São Paulo. Eu não vou resolver o problema dele dessa forma. Então, felizmente, temos conseguido dentro de 30 a 60 dias que eles chegam aos locais consigam trabalho com carteira assinada e todos os benefícios de um trabalhador", afirma Wizard.

Ele explica que os imigrantes não saem de Roraima com emprego garantido, mas chegam às diversas cidades e são encaminhados ao mercado de trabalho com o apoio da comunidade local da igreja. Entre os que já foram levados há quem conseguiu trabalho como mecânico, técnico em refrigeração, professor de espanhol e marceneiros. Alguns trabalham até mesmo em suas empresas.

“Não queremos enviar alguém para ficar dependente. Todo nosso trabalho está baseado na autossuficiência. Nós queremos dar condições para as pessoas caminharem com suas próprias pernas”.

Já foram 2.443 mil pessoas interiorizadas pelo projeto que ele encabeça para estados como Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, segundo o coronel Alexandre Carvalhaes, chefe da Interiorização da Força Tarefa Logística Humanitária, que executa a operação Acolhida.

Fora as interiorizações organizadas pelo bilionário, outras 7.304 mil pessoas foram levadas a outros estados, inclusive em voos da FAB, que começaram a transportar venezuelanos a outras partes do Brasil também a partir de abril. O número inclui ainda outras instituições religiosas que também ofertam viagens aos imigrantes e integram a rede da operação Acolhida, que além das Forças Armadas é composta por agências da ONU, ONGs e sociedade civil.

Na avaliação do coronel Carvalhaes, a interiorização rápida e organizada dos imigrantes é a única chave para desafogar Roraima em meio a um fluxo diário de 500 pessoas entrando diariamente pela fronteira em Pacaraima. Hoje se estima que 10 mil venezuelanos estejam em situação de rua no estado, ainda que os 13 abrigos da operação Acolhida recebam mais de 6,5 mil pessoas.

“Se a interiorização não anda, é colapso para Roraima. Isso vai se refletir nos atendimentos de saúde, nas escolas públicas, numa série de serviços públicos que o estado não tem preparo para absorver. Nós temos que diluir esses imigrantes pelo Brasil e não mantê-los concentrados aqui como estão hoje e a forma de fazer isso é com a interiorização”, explica. “Sem o trabalho do Carlos Wizard a operação Acolhida sofreria um baque, porque ele está encabeçando um movimento da sociedade civil que é único".

Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2015, cerca de 3,7 milhões de pessoas deixaram a Venezuela e merecem proteção como refugiados em decorrência da crise política, econômica e social do país, que enfrenta inflação alta e desabastecimento. O Brasil é o sexto país que mais recebe os venezuelanos.

“Nós temos pobres no Brasil? Com certeza temos. Em todas as cidades nós temos. Mas um refugiado ele só tem a roupa do corpo e mais nada. Toda a estrutura de apoio que o governo federal, estadual, municipal dá ao nosso carente não pode ser comparada àquele que acabou de chegar aqui na fronteira, com a roupa do corpo e às vezes com um bebezinho no colo”, diz Wizard.

Leia matéria completa aqui:

Os dez melhores filmes gnósticos analisados pelo Cinegnose em 2018

Desde 1995, com o filme “Dead Man” com Johnny Deep, a mitologia gnóstica começa a interessar roteiristas e produtores hollywoodianos, trazendo à cena da indústria do entretenimento o “Gnosticismo Pop”- Gnosticismo: conjunto de seitas sincréticas de religiões iniciatórias e escolas de conhecimento do início da Era Cristã, séculos III e IV, que apresentavam uma visão mística de Cristo.

Desde a descoberta da chamada Biblioteca de Nag Hammadi no Egito em 1945 (52 manuscritos gnósticos organizados em 13 códices encadernados em couro que reúnem uma visão bem diferente daquela descrita nos evangelhos bíblicos canônicos), sua narrativa transcendeu os estudos teológicos e históricos especializados para ocupar um submundo místico-mágico-religioso da subliteratura da cultura de massas (HQs, magazines, filmes B sci-fi, horror e fantasia), passando pela grande literatura de Philip K. Dick ou Isaac Asimov, até chegar nas mesas de produtores e roteiristas de Hollywood na fase do Gnosticismo Pop iniciada com Dead Man (1995) de Jim Jarmuch. E se consolidando com os clássicos Show de Truman e Matrix.

Dando início a mais um ano de trabalho, fizemos uma lista dos dez melhores “filmes gnósticos” que o Cinegnoseanalisou em 2018 – entre aspas, porque nem sempre são filmes com narrativas gnósticas na sua essência. Ou seja, filmes que apresentam os quatro pilares míticos do Gnosticismo: o mito do Demiurgo, o mito da Alma Decaída, o mito do Salvador, o mito do Feminino Divino. Como, por exemplo, Mãe (2017) de Darren Aronofsky – sobre esses mitos, clique aqui

Muitos dos filmes presentes nessa lista abordam simbologias alquímicas, cabalísticas e a gnose do protagonista, sem apresentar uma narrativa gnóstica completa – sobre a gnose do protagonista na narrativa cinematográfica, clique aqui

Por isso, o Cinegnose criou um conjunto de cinco categorias de filmes gnósticos que desse conta dessa variedade de abordagens: CosmoGnóstico, TecnoGnóstico, PsicoGnóstico, AstroGnóstico, CronoGnóstico– sobre essas categorias clique aqui.

É importante salientar que essa lista de dez filmes de 2018 não é composta necessariamente por filmes exibidos ou lançados naquele ano. A lista refere-se unicamente aos filmes que foram analisados pelo blog em 2018 – por exemplo, Lunar(Moon), de Duncan Jones, é de 2009.



1. “Um Ponto Zero” (“One Point Zero” Aka “Paranoia”, 2004) – Categoria: Tecnognóstico


Cisão esquizofrênica? Falha da racionalidade? Em geral o cinema figura a paranoia dentro dessas representações. Mas é nesse filme que a paranoia evolui de simples transtorno mental para uma percepção especial: se em “Matrix” o déjà-vu era uma falha na realidade codificada, em “Um Ponto Zero” essa falha chama-se “paranoia” - aproximando-se do insight do pensador gnóstico Valentim, lá no distante século II DC. 

A paranoia não só como uma “falha na racionalidade”, mas como a percepção da falha na própria sintaxe que estrutura a realidade. Um solitário programador de computador começa a receber misteriosas caixas vazias que o farão mergulhar em um universo cercado de câmeras de vigilância em um edifício residencial em ruínas, nano tecnologia, redes de computadores, e-mails infectados, um estranho vírus bio-cibernético, obscuros interesses corporativos e um estranho experimento em Neuromarketing – Clique aqui.


2. “Infinity Chamber” (2016) – Categoria: Tecnognóstico


Desde o duelo mortal entre o astronauta Dave Bowman e o computador HAL-9000 no filme “2001” de Kubrick, o cinema não havia conseguido repetir uma luta tão icônica entre a inteligência humana e a artificial. Isso até o filme “Inifinity Chamber”, no qual o homem enfrenta a nova geração da IA: os aplicativos e algoritmos capazes de aprender até o ponto em que poderiam saber mais sobre nós do que nós mesmos. 

Um homem é raptado em uma cafeteria, para acordar em uma cela high tech observado por uma câmera de teto: é o olho artificial de um computador chamado Howard. Sua função: mantê-lo vivo, para escanear suas memórias e fazê-lo repetir mentalmente em infinitas vezes o mesmo dia em que foi raptado, para tentar achar a evidência da sua ligação com um grupo terrorista. 
Um filme sobre tecnologia, sonhos e memória. Uma metáfora de como atuais aplicativos que fazem a mediação dos nossos relacionamentos são apenas pretextos para escanear nossos sonhos e pensamentos – Clique aqui.


3. “O Culto” (The Endless, 2017) – Categoria: CronoGnóstico


Uma boa ideia, com um roteiro inteligente e um elenco forte são capazes de fazer filmes convincentes, mesmo com pouco dinheiro. O filme “O Culto” é mais um filme independente que comprova a capacidade inventiva de renovar subgêneros do horror e da ficção científica. Dessa vez a dupla de diretores Justin Benson e Aaron Moorhead (“Resolution”, 2012) faz um inteligente meta-horror em torna do tema das anomalias tempo-espaço. 

Dois irmãos (interpretados pelos próprios diretores), depois de terem fugido de uma suposta seita suicida em uma floresta montanhosa, decidem retornar depois de receberem um estranho vídeo. “O Culto” não se limita a fazer uma desconstrução do tema “paradoxos temporais” no cinema. Num insight gnóstico, estende esses paradoxos para a nossa realidade cotidiana: e se nossas próprias vidas já fossem gigantescos paradoxos tempo-espaço, que nos aprisionam nesse cosmos, obrigando-nos a repetir uma mesma narrativa indefinidamente? Clique aqui.

Veja os outros filmes da lista acessando ao cinegnóse clincando aqui:

O Ex-astronauta Buzz Aldrin pede que a humanidade migre em massa para Marte

Desde o desembarque na lua durante a missão da Apollo 11 em 1969, Buzz Aldrin tem sido muito sincero sobre Marte. O mais recente dele sobre Marte? É hora de a humanidade explorar o orbe vermelho para que possamos começar a colonizá-lo.

No final de março de 2019, o vice-presidente dos Estados Unidos Mike Pence declarou : "Estamos em uma corrida espacial", quando ele se dirigiu a uma platéia ouvindo-o falar sobre os EUA fazerem uma tentativa de retornar à lua até 2024.

Os últimos comentários de Aldrin vêm de um recente artigo no Washington Post, onde ele convoca tanto o Congresso quanto o presidente Trump a não só enviar humanos para Marte, mas também começar a colonizar de forma permanente.

As seguintes citações do artigo resumem o sentimento que Aldrin está compartilhando sobre Marte:

“Para ser claro, não quero dizer gastar bilhões de dólares dos contribuintes em algumas brincadeiras ou passeios alegres, permitindo que voltem para escrever livros, twittar fotos e falar da novidade. Quero dizer algo muito diferente."

"Está na hora de nos concentrarmos em projetos de arquitetura e implementação, e dar o próximo passo. - um retorno internacional e sustentável para a Lua, construindo diretamente um caminho para Marte."

“Os olhos dos Estados Unidos - e nosso compromisso unificado - devem se concentrar em abrir a porta, em nosso tempo, para a grande migração da humanidade para Marte. Muitos livros foram escritos sobre como fazer isso, e inspiraram líderes governamentais e não-governamentais a fazer planos grandiosos. Mas planos sem uma arquitetura detalhada e sem esse “próximo passo” no futuro, são apenas fantasia ”.

A NASA atualmente visa 2033 como a data mais próxima possível para uma missão tripulada a Marte. Isso coloca a visão de Aldrin de uma missão interplanetária unida para Marte em muito mais perspectiva - ela realmente não é tão improvável.

A sobrevivência da humanidade:


Uma coisa que me pareceu interessante foi os comentários de Aldrin sobre a sobrevivência da humanidade.

“A natureza humana - e potencialmente a sobrevivência de nossa espécie - exige que a humanidade continue alcançando o universo…”

Será que ele pensa que a Terra pode ser destruída em um futuro próximo? Talvez Aldrin tenha informação privilegiada sobre  o futuro da humanidade. Sabemos também que estamos matando este planeta de forma lenta e gradual e possivelmente ele teme que não tenhamos mais tempo para consertar o estrago. 

Aldrin ainda fala em comunhão para unir a humanidade em um tempo hábil para tal projeto:

“Em um mundo de divisão e distração, esta missão é unificadora - para todos os americanos e para toda a humanidade…”



Erik Prince o fundador do Blackwater quer enviar 5000 mercenários para Venezuela

Erik Prince, fundador da controversa empresa de segurança privada Blackwater e defensor proeminente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem promovendo um plano para mobilizar um exército privado para ajudar a derrubar o presidente socialista da Venezuela, Nicolas Maduro. 
Nos últimos meses, disseram as fontes, Prince buscou investimento e apoio político para tal operação dos influentes partidários de Trump e exilados venezuelanos ricos. Em reuniões privadas nos Estados Unidos e na Europa, Prince esboçou um plano para o campo de até 5 mil soldados contratados em nome do líder da oposição venezuelana, Juan Guaido, segundo duas fontes com próximas de Prince.
Fontes disseram que Prince conduziu reuniões sobre o assunto em meados de abril.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Garrett Marquis, não quis comentar quando perguntado se Prince havia proposto seu plano ao governo e se ele seria considerado. Um porta-voz do governo disse que a Casa Branca não apoiaria tal plano.

Especialistas em segurança dos EUA e da Venezuela, consideraram isso politicamente forçado e potencialmente perigoso porque poderia desencadear uma guerra civil. Um exilado venezuelano próximo à oposição concordou, mas disse que os mercenários podem ser úteis, no caso de o governo de Maduro entrar em colapso, ao fornecer segurança para uma nova administração.
As duas fontes,  disseram que Prince gostaria de começar com as operações de inteligência e, depois, enviar de 4 mil a 5 mil soldados contratados da Colômbia e de outros países latino-americanos para realizar operações de combate e estabilização.

O que é a Blackwater:

A empresa paramilitar privada foi fundada em 1997 por Erik Prince, um ex Fuzileiro Naval dos Estados Unidos e forte apoiador do Partido Republicano. 

Aproveitando o programa de privatização dos exércitos, lançado pelo secretário de Defesa Dick Cheney na década de 1990, Prince foi pioneiro na criação de grupos de mercenários e paramilitares e passou a estimular a “terceirização” do setor militar.

De acordo com o Estadão Internacional, Prince atuou na guerra do Iraque, quando o governo dos EUA contratou a Blackwater principalmente para fornecer segurança para as operações do Departamento de Estado.

A Blackwater ganhou centenas de milhões de dólares em contratos militares com os EUA, principalmente no Iraque, antes de entrar para a lista proibida depois do massacre de civis em Bagdá em 2007. Nessa ocasião mercenários da Blackwater provocaram indignação internacional ao matarem 17 civis iraquianos desarmados na praça Nisour, em Bagdá. Um dos agentes envolvidos foi condenado por assassinato em dezembro e três outros foram condenados por homicídio culposo.

A Blackwater costuma atuar sob várias denominações. Sua mais recente aparição, sob o nome de FSG – Frontier Services Group, tem contratos na África e na Ásia e conta com o apoio do Citic Group, grande empresa estatal de investimentos sediada em Hong Kong.
Erik Prince renomeou a empresa de segurança Blackwater e a vendeu em 2010, mas abriu recentemente uma empresa chamada Blackwater/USA, que vende munição, silenciadores e armas brancas. Nos últimos dois anos, liderou uma campanha mal-sucedida para convencer o governo Trump a substituir os soldados norte-americanos no Afeganistão por empresas de segurança.

Dirigente desde 2014 do Frontier Services Group, Prince doou US$ 100.000 para a eleição de Donald Trump. Como retribuição, a irmã de Erik Prince, Betsy DeVos, foi nomeada secretária [ministra] de Educação do governo Trump.

Fontes: Reuters e Operamundi

Resolvido o mistério da origem dos impulsos geomagnéticos

Há mais de 40 anos que os cientistas procuravam saber qual era a origem de anomalias imprevisíveis, rápidas e intensas chamadas “impulsos geomagnéticos” no campo magnético da Terra. Agora, dois cientistas de França e da Dinamarca desvendam esse mistério num artigo publicado na revista científica Nature Geoscience. Segundo os investigadores, estes impulsos são uma manifestação da dinâmica no núcleo da Terra.

Descritos pela primeira vez em 1978, os impulsos geomagnéticos (da expressão em inglês geomagnetic jerks) são acelerações repentinas e imprevisíveis no campo geomagnético da Terra durante uma curta escala temporal. “Podemos fazer a analogia com um carro que vai com a mesma velocidade numa auto-estrada e, de repente, o condutor carrega no acelerador para ultrapassar outro carro”, explica ao PÚBLICO Julien Aubert, geofísico da Universidade de Paris e um dos autores do estudo. Contudo, não se sabia qual era a origem destes imprevisíveis impulsos.

Para se perceber como estas anomalias surgem, os cientistas decidiram observar o que acontecia no campo magnético da Terra – que é gerado pela circulação de matéria no núcleo terrestre através da libertação de energia quando o núcleo arrefece e que nos protege dos ventos solares.

Neste estudo, os dois cientistas criaram uma simulação de computador da dinâmica do núcleo da Terra e da forma como se gera o campo magnético. “Levámos esta simulação para condições mais extremas do que em estudos anteriores e observámos a interacção de ondas [hidromagnéticas] e da convecção”, conta Julien Aubert. Na simulação, viu-se então que movimentos convectivos desencadeiam ondas que se propagam no núcleo terrestre, onde há perturbações magnéticas semelhantes aos impulsos geomagnéticos.
Dos smartphones aos satélites

Vejamos então o que acontece. A Terra, enquanto corpo geológico, está a arrefecer e isso é causado pelo fenómeno de convecção no núcleo externo, que está em estado líquido. “Como esse líquido é condutor de electricidade, a convenção está na origem do campo magnético da Terra”, explica Julien Aubert. E, no núcleo da Terra, há dois tipos de movimentos: um mais lento, que resulta da convecção, e que acontece na escala de séculos; e outro mais rápido, que surge de ondas hidromagnéticas que se propagam no núcleo e que são detectadas numa escala de poucos anos.

“A nossa principal conclusão é que a interacção entre estes dois [tipos de movimento] é que está na origem dos impulsos geomagnéticos”, resume o cientista. “Apresentámos provas da origem dinâmica dos impulsos geomagnéticos como uma manifestação das dinâmicas naturais no núcleo da Terra.”

E qual será a aplicabilidade desta descoberta? “Podemos fazer melhores previsões da evolução do campo magnético nos próximos anos e décadas”, responde Julien Aubert. “Isto é necessário porque o campo geomagnético interage com várias actividades humanas, como os smartphones, satélites, a navegação e perfuração direccional [técnica usada na exploração de petróleo].”

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