Erik Prince o fundador do Blackwater quer enviar 5000 mercenários para Venezuela

Erik Prince, fundador da controversa empresa de segurança privada Blackwater e defensor proeminente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem promovendo um plano para mobilizar um exército privado para ajudar a derrubar o presidente socialista da Venezuela, Nicolas Maduro. 
Nos últimos meses, disseram as fontes, Prince buscou investimento e apoio político para tal operação dos influentes partidários de Trump e exilados venezuelanos ricos. Em reuniões privadas nos Estados Unidos e na Europa, Prince esboçou um plano para o campo de até 5 mil soldados contratados em nome do líder da oposição venezuelana, Juan Guaido, segundo duas fontes com próximas de Prince.
Fontes disseram que Prince conduziu reuniões sobre o assunto em meados de abril.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Garrett Marquis, não quis comentar quando perguntado se Prince havia proposto seu plano ao governo e se ele seria considerado. Um porta-voz do governo disse que a Casa Branca não apoiaria tal plano.

Especialistas em segurança dos EUA e da Venezuela, consideraram isso politicamente forçado e potencialmente perigoso porque poderia desencadear uma guerra civil. Um exilado venezuelano próximo à oposição concordou, mas disse que os mercenários podem ser úteis, no caso de o governo de Maduro entrar em colapso, ao fornecer segurança para uma nova administração.
As duas fontes,  disseram que Prince gostaria de começar com as operações de inteligência e, depois, enviar de 4 mil a 5 mil soldados contratados da Colômbia e de outros países latino-americanos para realizar operações de combate e estabilização.

O que é a Blackwater:

A empresa paramilitar privada foi fundada em 1997 por Erik Prince, um ex Fuzileiro Naval dos Estados Unidos e forte apoiador do Partido Republicano. 

Aproveitando o programa de privatização dos exércitos, lançado pelo secretário de Defesa Dick Cheney na década de 1990, Prince foi pioneiro na criação de grupos de mercenários e paramilitares e passou a estimular a “terceirização” do setor militar.

De acordo com o Estadão Internacional, Prince atuou na guerra do Iraque, quando o governo dos EUA contratou a Blackwater principalmente para fornecer segurança para as operações do Departamento de Estado.

A Blackwater ganhou centenas de milhões de dólares em contratos militares com os EUA, principalmente no Iraque, antes de entrar para a lista proibida depois do massacre de civis em Bagdá em 2007. Nessa ocasião mercenários da Blackwater provocaram indignação internacional ao matarem 17 civis iraquianos desarmados na praça Nisour, em Bagdá. Um dos agentes envolvidos foi condenado por assassinato em dezembro e três outros foram condenados por homicídio culposo.

A Blackwater costuma atuar sob várias denominações. Sua mais recente aparição, sob o nome de FSG – Frontier Services Group, tem contratos na África e na Ásia e conta com o apoio do Citic Group, grande empresa estatal de investimentos sediada em Hong Kong.
Erik Prince renomeou a empresa de segurança Blackwater e a vendeu em 2010, mas abriu recentemente uma empresa chamada Blackwater/USA, que vende munição, silenciadores e armas brancas. Nos últimos dois anos, liderou uma campanha mal-sucedida para convencer o governo Trump a substituir os soldados norte-americanos no Afeganistão por empresas de segurança.

Dirigente desde 2014 do Frontier Services Group, Prince doou US$ 100.000 para a eleição de Donald Trump. Como retribuição, a irmã de Erik Prince, Betsy DeVos, foi nomeada secretária [ministra] de Educação do governo Trump.

Fontes: Reuters e Operamundi

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